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Title: Reposicionamento de fármacos antimaláricos e estudo de combinações sobre Leishmania (L.) amazonensis
Authors: Rossi, Norton Rubens Diunior Lucas Pejara
Keywords: Quimioterapia
Leishmania amazonensis
antimaláricos
Issue Date: 2018
Citation: ROSSI, Norton Rubens Diunior Lucas Pejara. Reposicionamento de fármacos antimaláricos e estudo de combinações sobre Leishmania (L.) amazonensis. P. 86. Porto Velho: UNIR. 2018.
Abstract: A leishmaniose é uma doença descrita há muitos séculos, que sofre discriminação por ser uma enfermidade pouco atraente para indústria farmacêutica. No Brasil surgem, em média 22.000 novos casos anualmente. O tratamento para a leishmaniose é realizado através dos antimoniais pentavalentes (Glucantime, GLC), sendo os fármacos de segunda escolha a Pentamidina (PNT) e a anfotericina B (AFT): todos apresentam vários efeitos colaterais e reações adversas. Sendo assim, a procura por novos fármacos para leishmaniose é de extrema importância, e o reposicionamento de fármacos com ação confirmada contra outros protozoários pode ser uma alternativa para a doença. O objetivo desse estudo é avaliar in vitro os efeitos dos fármacos antimaláricos, sozinhos ou em conjunto com os da terapia clássica sobre a espécie Leishmania (L.) amazonensis. Para o presente estudo primeiramente foi avaliada a inibição de crescimento de 50% (IC50) das formas promastigotas pelo método de resazurina e a citotoxicidade contra células HepG2 e THP-1 pelo método MTT, no período de 72 h. Os valores de IC50 contra promastigotas foram: PNT (0,44 μM), AFT (0,06 μM), artemisinina (ATM) (˃1500 μM), artesunato (ATS) (681,21 μM), cloroquina (CQ) (4,01 μM), primaquina (PQ) (36,05 μM), e quinino (QN) (12,78 μM). As concentrações citotóxicas para 50% (CC50) das células HepG2 e THP-1 foram, respectivamente: PNT (13,75 e 30,17 μM), AFT (>500 e 6,97 μM), GLC (>1.300 e >40.000 μM), ATS (84,93 e 547,71 μM), CQ (37,84 e 21,79 μM), PQ (130,98 e 107,96 μM) e QN (113,58 e 156,88 μM). De acordo com esses resultados foi possível calcular o Índice de Seletividade, onde os fármacos usuais da clínica obtiveram os maiores IS e dentre os antimaláricos testados a CQ e o QN obtiveram melhores valores variando entre 5-12 considerando a célula THP-1. A análise de reversibilidade por resazurina com promastigotas demonstrou que após a remoção do contato das Leishmanias com os fármacos testados, todos os grupos conseguiram proliferar (efeito reversível). Outro experimento sobre a forma promastigota realizado foi a combinação dos fármacos, o antimalárico selecionado foi o QN devido a sua baixa toxidade sobre a linhagem THP-1; quando este foi combinado com os fármacos PTN e AFT apresentou aditividade em ambos os testes (Σ FIC: 1,05 – 1,8). Foram selecionados os fármacos PTN, AFT, GLC (Glucantime), CQ e QN para a avaliação da atividade anti-amastigota e os fármacos testados obtiveram valores de ICA50 de: PNT (2,09 μM), AFT (0,26 μM), CQ (3,77 μM), QN (12,78 μM), e GLC (12.000 μM). Quando comparamos os valores de IC entre as formas evolutivas do parasito, observou-se que ocorreu uma necessidade de uma maior concentração dos fármacos PNT, AFT e QN para inibir 50% dos parasitos; enquanto a CQ manteve a mesma ação nas duas formas. Esses dados serão importantes para elucidar a ação desses fármacos contra as formas promastigota e amastigota de L. (L.) amazonensis, além de permitirem avanços mais consistentes em estudos in vivo com esses fármacos.
Description: Dissertação apresentada ao Programa de Pós- Graduação em Biologia Experimental/UINIR. ORIENTADOR: Dra. Carolina Bioni Garcia Teles CO-ORIENTADOR: Dra. Giselle Martins Gonçalves
URI: http://www.ri.unir.br/jspui/handle/123456789/2440
Appears in Collections:PGBIOEXP/PVH - Doutorado em Biologia Experimental (Teses)

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