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Title: Estudo da malária de primatas não humanos e sua relação com a malária humana no Estado de Rondônia, Amazônia Ocidental Brasileira
Authors: Araújo, Maisa da Silva
Keywords: Primatas não Humanos
Plasmodium Brasilianum
Plasmodium Falciparum
Rondônia
Issue Date: 2013
Abstract: Em estudos anteriores sobre a malária em primatas não humanos, nativos de florestas do continente Americano, estão registradas apenas duas espécies de plasmódios, Plasmodium brasilianum e P. simium, parasitas semelhantes aos da malária humana, P. malariae e P. vivax, respectivamente. Estes parasitas infectam naturalmente primatas da família Cebidae e Atelidae. O P. brasilianum foi observado em ampla distribuição geográfica e parasitando um grande número de espécies de primatas, ao contrário do P. simium, restrito a três espécies nas áreas do Sul e Sudeste da Mata Atlântica do Brasil. Todavia, é possível que essa distribuição reflita uma subestimação, pois esses dados foram baseados, em sua maioria, em análises microscópicas e penalizadas pelas dificuldades em obter amostras, limitando-as a um pequeno número de animais. A introdução, no presente trabalho, de metodologias moleculares em adição à microscopia para a detecção e identificação dos parasitas da malária, permite abordar o problema das relações entre malária de primatas não humanos e malária humana, uma vez que interpretações conflitantes sobre a origem humana das malárias de primatas não humanos no continente Americano ou, ao contrário, origem simiana da malária humana, tem sido proposta por diferentes autores. Peculiaridades da região de Rondônia, com áreas florestais de instabilidade devido à intensa intervenção ambiental de origem humana favorecendo o contato entre o homem e animais da floresta, permitiu um estudo preliminar da prevalência da malária de primatas não humanos e sua possível relação com a malária humana local. Foram coletadas 184 amostras de sangue de primatas não humanos e analisadas utilizando-se microscopia e técnicas moleculares. As amostras estudadas foram de animais silvestres e de cativeiro. Os animais silvestres foram de duas origens: (i) áreas de instabilidade ecológica (local de construção de hidrelétricas, extração de madeira, etc) e (ii) áreas atualmente estáveis (antigas áreas de mineração e extração de borracha, atividade agrícola estável, etc.). De forma geral, a frequência de infecções por Plasmodium foi de 10,3% (19/184), sendo maior em animais selvagens (12,6%) do que em animais de cativeiro (4,1%). A maioria das infecções observadas nos animais de diferentes espécies foi por P. brasilianum (18/19). Nenhum caso de infecção por P. simium foi detectado. No entanto, foram observados 3 casos de infecção por P. falciparum, estes em animais silvestres e de cativeiro (1,6%), sendo 2 dos casos infecções mistas com P. brasilianum. Todas as amostras positivas foram de animais pertencentes às famílias Cebidade, Atelidae, Pitheciidae e um dos casos de infecção por P. brasilianum inclui pela primeira vez a família Aotidae. A prevalência de P. brasilianum em primatas não humanos capturados em área próxima a habitações humanas, bem como casos de P. malariae na população humana local e casos positivos de P. falciparum em primatas não humanos constituem evidências adicionais da possível interrelação entre malária humana e de primatas não humanos e que estes podem eventualmente constituir em reservatório natural para a malária humana, o que implicaria em futuras ações de controle da doença na região.
Description: Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Biologia Experimental do Departamento de Medicina da Fundação Universidade Federal de Rondônia, como requisito parcial par obtenção do título de Doutor em Biologia Experimental.
URI: http://www.ri.unir.br/jspui/handle/123456789/283
Appears in Collections:PGBIOEXP/PVH - Doutorado em Biologia Experimental (Teses)

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