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Title: Identificação dos usos e diagnóstico da qualidade da água em trecho do rio Machado – Rondônia – Brasil
Authors: Lopes, Valério Magalhães
Keywords: Ações Antrópicas Gestão das águas
Bacia Hidrográfica Segurança hídrica
Issue Date: 2020
Citation: Lopes, Valério Magalhães. Identificação dos usos e diagnóstico da qualidade da água em trecho do rio Machado – Rondônia – Brasil. Orientador: Dra. Fernanda Bay Hurtado. 2020. 166 f. Dissertação (Mestrado em Gestão e Regulação de Recursos Hídricos) – Fundação Universidade Federal de Rondônia, Campus de Ji-Paraná, 2020.
Abstract: Conhecer a qualidade da água é fator imprescindível para a tomada de decisão na gestão dos recursos hídricos. Diante do panorama geral da região central do Estado de Rondônia, com várias cidades com precariedade no esgotamento sanitário e a predominância da atividade agropecuária, este trabalho objetivou identificar os usos, as fontes de potencial poluidor e diagnosticar a qualidade da água em um trecho do rio Machado entre os municípios de Presidente Médici e Ji-Paraná. As amostras de água foram coletadas em 9 pontos distribuídos no canal principal do rio Machado, no período de junho/2019 a março/2020, com coletas trimestrais. Para a identificação dos usos e das potenciais fontes de poluição da água, delimitou-se uma área de drenagem de 2.055,29 km2 . O principal uso e cobertura do solo, para a área delimitada é destinado a atividade agropecuária (72,90%), seguido pela vegetação (19,34%) e áreas urbanizadas (6,40%). Quanto aos usos múltiplos da água e potenciais fontes de poluição, verificou-se que a maioria está localizada próximo aos igarapés de médio e pequeno porte da área de drenagem, com destaque de emissão de outorgas para aquicultura em tanque escavado (39,53%), seguida pela indústria (18,60%). Para os 19 parâmetros de qualidade analisados, o potencial hidrogeniônico (pH), o oxigênio dissolvido (OD), a turbidez (turb.), o fósforo total (FT) e Escherichia coli (EC), apresentaram esconformidade com a Resolução CONAMA n° 357/2005 para ambientes lóticos classe II, principalmente no período de enchente e cheia do rio. No período de enchente a água apresentou a pior qualidade com Índice de Qualidade de Água (IQA) de 49,89 ± 4,03, sendo classificada como "ruim" pela proposta de classificação adotada pelo Instituto Mineiro de Gestão de Águas (IGAM) e "regular" pela proposta da companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB). Quanto ao Índice de Estado Trófico (IET) a média geral foi de 47,92 ± 1,14 para todo ciclo hidrológico o que converge para a categoria oligotrófica. A estatística multivariada, caracterizou a qualidade da água em virtude dos períodos sazonais, identificando que as variáveis mais significativas na definição da qualidade da água estão relacionadas com a degradação da matéria orgânica, e ainda indicou que para uma avaliação rápida da qualidade da água, apenas três coletas durante o ciclo sazonal nos pontos P2, P4 e P9 apresentaria uma boa resposta. Por fim, a qualidade da água no trecho em estudo sofre influência antrópica, sendo a principal forma de poluição a difusa em virtude do escoamento superficial em períodos de eventos extremos de precipitações.
Description: Dissertação apresentada ao PROFÁGUA – Mestrado Profissional em Rede Nacional em Gestão e Regulação dos Recursos Hídricos, como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em Gestão e Regulação dos Recursos Hídricos.
URI: http://ri.unir.br/jspui/handle/123456789/3061
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