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Title: Avaliação do Risco à saúde de indígenas Amazônicos pelo consumo de peixes, carne de caça e vegetais contendo mercúrio
Authors: Oliveira, Débora Francielly de
Keywords: Tupari
Taxa de ingestão de metilmercúrio
Quociente de risco
Pescado
Carne de caça
Issue Date: 2018
Citation: OLIVEIRA, Débora Francielly de. Avaliação do Risco à saúde de indígenas Amazônicos pelo consumo de peixes, carne de caça e vegetais contendo mercúrio. p.168. Porto Velho: UNIR. 2018. (Tese de Doutorado)
Abstract: Esse estudo teve como objetivo geral avaliar a exposição de indígenas Tupari ao mercúrio total (Hg-T) e metilmercúrio (MeHg) via ingestão de peixes, carne de caça e vegetais. Foram coletadas amostras de vegetais e dos solos das suas respectivas lavouras, assim como de tecido muscular de diferentes espécies de peixes e de animais silvestres consumidos em três aldeias da Terra Indígena Rio Branco, localizada na região oeste de Rondônia, onde não se tem histórico de garimpos de ouro, mas com atual ascensão agrícola e nas proximidades de usinas hidrelétricas. As análises de Hg-T foram realizadas em espectrofotômetro de absorção atômica por geração de vapor frio, enquanto que o MeHg foi medido em um espectrofotômetro de fluorescência atômica com cromatografia gasosa. Os dados foram submetidos à análises estatísticas pelo método Booststrap via método de Correção de vício acelerado, considerando um intervalo de 95 % de confiança. Os níveis de Hg-T e MeHg nos vegetais foram consideravelmente inferiores aos obtidos para os solos de suas plantações, não tendo sido constatada influência sazonal significativa nos resultados obtidos para os solos e vegetais coletados nos períodos de seca e de chuvas. Houve diferença significativa entre as espécies de peixes e de caças pertencentes a um mesmo hábito alimentar, para Hg-T e MeHg, sendo obtidos para as espécies carnívoras níveis superiores aos valores encontrados para as não predadoras, tanto para os peixes quanto para as caças. Os resultados da avaliação de risco à saúde em função do consumo de peixes, caça e vegetal indicaram taxas de ingestão semanal total (TIS) de MeHg entre 8,4 e 15,0 μg/kg de peso corpóreo para as aldeias avaliadas, extrapolando todas as doses de referência (PTWI) sugeridas por diferentes instituições internacionais reguladoras e utilizadas como parâmetros nessa pesquisa. Os quocientes de risco (QR) variaram entre 5,3 e 21,4, ultrapassando consideravelmente o limiar (QR≤1) que permite considerar a impossibilidade de efeitos tóxicos do mercúrio. Os níveis de exposição através do consumo de caças e vegetais não implicaram em risco à saúde para as populações estudadas, enquanto que os peixes responderam pelo maior percentual das taxas de ingestão semanal de MeHg para todas as aldeias, com destaque para as espécies predadoras. Considerando os benefícios nutricionais da ingestão de pescados, sugere-se a continuidade do consumo desse alimento nas aldeias estudadas, com preferência pelos não carnívoros. Recomenda-se também o aumento do consumo de castanhas e outros vegetais que assim como os peixes contenham selênio, pois, suspeita-se que esse micronutriente pode estar atenuando os efeitos deletérios do mercúrio à saúde da população indígena Tupari, assim como de outras populações tradicionais da Amazônia brasileira.
Description: Tese de doutorado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente, da Fundação Universidade Federal de Rondônia. Orientador: Prof. Dr. Ari Miguel Teixeira Ott Coorientador: Prof. Dr. Wanderley Rodrigues Bastos
URI: http://www.ri.unir.br/jspui/handle/123456789/2441
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